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quarta-feira, 11 de março de 2015

Resenha: A garota que você deixou pra trás


Título: A garota que você deixou pra trás

Autora: Jojo Moyes


Editora: Intrínseca


Páginas: 384


Estrelas: 4 estrelas



No período da Primeira Guerra Mundial, Sophie Lefèvre, uma jovem francesa apaixonada, é obrigada a se separar do marido Édouard, que foi convocado para lutar no front. Sozinha em Paris, Sophie volta para a casa na sua cidade natal, St. Péronne, para rever a irmã e os sobrinhos e ajudar na administração do hotel das duas, o Le Coq Rouge, onde atualmente é a casa da família e só funciona como restaurante. Para amenizar a saudade que tem do marido, ela está sempre admirando o retrato que Édouard pintou dela. Porém, com a cidadezinha sendo ocupada pelos alemães e um novo Kommandant, o Le Coq Rouge torna-se um restaurante oficial dos alemães depois de certa hesitação de Sophie, que acaba aceitando na esperança de conseguir roubar comida para alimentar a família. E quanto mais o tempo passa, mas aterrorizada fica a jovem apaixonada que teme pelo marido, e passa a arriscar tudo na esperança de encontrá-lo novamente.
-
Agora, quase um século depois, o retrato de Sophie Lefèvre (denominado A Garota Que Você Deixou Pra Trás) está pendurado na parede da casa de Liv Halston. Liv é uma mulher na casa dos trinta anos de idade que sofre a perda do marido, David Halston, um famoso arquiteto que planejou a casa onde ela vive, que tem paredes de vidro, e por isso chamam-na de Casa de Vidro. Ao longo dos anos, Liv criou uma espécie de vínculo com o quadro d'A garota, presente de lua de mel. Ela está sempre entediada até que conhece Paul Mccafferty, o primeiro homem que desperta algum tipo de sentimento em Liv desde a morte do marido. Porém, sua vida vira de cabeça pra baixo quando os descendentes da família Lefèvre reivindicam a posse do quadro, e Liv é processada. Já passando por problemas financeiros, ela vai fazer de tudo para provar que o quadro não foi roubado, e terá que aceitar a ideia de que Paul, que trabalha numa empresa de restituição de obras roubadas durante guerras, é quem está encarregado de devolver a obra de Édouard para a família Lefèvre.

Tá, agora a resenha finalmente acabou e já sou eu dando minha opinião! Bom, é um livro complicado de se resenhar, mas acho que consegui de maneira satisfatória, considerando que nunca tinha resenhado nenhum tipo de livro que tem essa história paralela entre passado e futuro. Não foi a minha leitura mais rápida, mas a culpa não é do livro. Falei um pouco sobre ele no Book Haul de Janeiro, inclusive, e agora finalmente estou resenhando pra vocês (já perceberam que sou meio enrolada, né?). O único outro livro que tentei ler relacionado à guerra foi Ele Está de Volta, do Timur Vermes, só que esse era sobre Segunda Guerra, e por ser uma comédia, eu não gostei já que não conheço muito o tema, então não captei "a essência do livro" e acabei dando pra minha irmã. Dei uma chance pr'A Garota Que Você Deixou Pra Trás mesmo assim e não me arrependi, pois não precisamos nos introduzir nos assuntos da guerra para entender a história, e isso é ótimo. Ainda nem falei, mas tem alguns capítulos narrados agora, pela Liv, e outros por Sophie, lá em 1915. Eu adorava a narração das duas, mas em alguns capítulos lá na metade do livro eu estava achando a Liv tão insuportável que ficava louca pra que Sophie voltasse. Esse foi o único motivo por ter tirado uma estrela, já que eu preciso gostar por completo do personagem principal para dar 5 estrelas à uma obra, mas não deixem de ler o livro por isso, porque dura pouco e talvez seja só eu que não gostei muito de algumas atitudes dela.

"Você é minha estrela guia neste mundo de loucura."
Foi o primeiro livro da Jojo Moyes que li e estou louca pra ler Como Eu Era Antes de Você, que todos dizem ser melhor que esse. Os dois seguem o mesmo estilo de capa e, ainda por cima, Como eu era antes de você terá adaptação cinematográfica estrelada por Sam Claflin! Mas já gostei bastante do livro, e me interessei por A Última Carta de Amor, também da Jojo Moyes, que também tem essa alternação entre passado e presente, e que todos dizem ser muito bom. Achei uma ótima leitura, descobri uma nova autora e estou bem feliz. Tive a ideia de ler esse livro não pela história nem nada (claro que depois li a sinopse e me interessei e tal) mas porque, na Turnê Intrínseca do ano passado, ganhei um marcador e um botton e não queria colocar em lugar nenhum até ler o livro hehehe :3

Enfim, é isso. Ficou um post mais longo do que eu esperava, mas acho que está legal e que eu não me repeti muito, e mais uma vez não tem fotos porque minha câmera está sem carregador e estou sofrendo :(. Não esqueça de seguir o blog pelo Google no botãozinho "Participe deste site" e de seguir o instagram oficial, @ressacanerd! Se quiser, pode me acompanhar no Skoob e no meu instagram pessoal. Beijos e até mais :*

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Resenha: A Música Que Mudou A Minha Vida


Título: A Música Que Mudou A Minha Vida

Autora: Robin Benway

Editora: Galera Record

Páginas: 368

Estrelas: 4 estrelas
Audrey tinha uma vida normal e adorava sua normalidade. Também tinha um namorado, o vocalista de uma banda local. Porém, quando decide terminar com Evan, toda a sua vida leva um rumo completamente diferente do que ela esperava. Depois de acabar com o relacionamento dos dois, ela promete uma última coisa: ir ao show da banda de Evan naquela noite. Tudo bem, não seria um problema ver as pessoas de sempre e ouvir o repertório de sempre... mas há uma música nova, e é sobre o término dos dois. Não seria grande coisa, já que é uma banda conhecida apenas na cidade, mas acaba virando um hit. Um hit mundialmente famoso que faz a vida de Audrey ser resumida a conseguir ir pra escola sem ser abordada por grupos de fanáticas ou trabalhar no Scooper Dooper (uma sorveteria do shopping) como se fosse apenas mais um dia 
normal. E ainda por cima, não podemos esquecer de um fato importante: a música retrata a versão de Evan do término, mas como fica o lado da Audrey? Ela não é a vilã, afinal, pois tinha seus motivos, mas terá que 
achar um jeito de mostrar isso pro resto dos milhões de fãs do ex.

Esse livro foi uma das minhas aquisições da Feira do Livro que teve ano passado, na minha cidade. Tinha uma cesta de livros da Galera Record, todos por 9,90 cada, mas só conhecia A Música Que Mudou A Minha Vida e Derby Girl (que já foi resenhado aqui no blog). Ouvi falar dessas duas obras literárias pela Pam, do Garota It (fiz um post indicando o blog/canal dela aqui), e fiquei tão feliz por ter encontrado por 9,90 que, obviamente, não resisti!

Li o livro em uns três dias, porque a escrita da Robin é tão fluída que eu nem vi as páginas passarem. Adorei os personagens, porque não temos o livro composto apenas pela Audrey e pelo Evan: há a melhor amiga da Audrey, Victoria; o namorado da Victoria, Jonah; e um dos personagens mais fofos, que trabalha também no Scooper Dooper, o James. Todos tem comportamentos típicos de adolescentes e o livro só fugiu um pouco da realidade em relação ao excesso de paparazzi atrás da Audrey, que ficou meio forçado, e por isso eu dei quatro estrelas. Quer dizer, também tem o fato dos palavrões que há durante o livro, mas eu não tenho muitos problemas pois é o modo como os adolescentes falam, mas somando isso ao fato dos paparazzi, tirei uma estrela. Só não deixem de ler o livro por isso, não é pra tanto!


Uma coisa que eu simplesmente adorei foi que, no começo de cada capítulo, tem um trecho de uma música, cuja tradução (que podemos ler nas notas de rodapé) tem a ver com o capítulo. Peguei muuitas recomendações musicais e ampliei a minha playlist de viagem, óbvio! Inclusive, a Audrey tem um ótimo gosto, pena que algumas das bandas que ela fala são fictícias :( A edição também está linda, com essa capa que eu me apaixonei, orelhas contendo um relato da Anna Julia Werneck, a musa do Los Hermanos (sim, ela inspirou a música! ô Anna Juliaaaaaa), e um tamanho de letra ótimo, até um pouco maior que o da maioria dos livros.
"Como os Beatles disseram, "O-bla-di, o-bla-da, a vida continua".
E continua mesmo.
Manda ver."
Enfim, é isso. Espero que tenham gostado da resenha. É o começo do cumprimento da minha dívida com vocês, de resenhar os livros que eu mencionei no Book Haul de Janeiro. Deixem um comentário com a opinião de vocês, que eu vou adorar ler, sigam o blog que é só clicar no botãozinho "Participe deste site" e siga também o instagram oficial do blog, @ressacanerd !

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Resenha: Meus 15 Anos


Título: Meus 15 Anos

Autora: Luiza Trigo

Editora: Rocco Jovens Leitores
Páginas:
232

Estrelas 4 estrelas

Bia é a garota mais inteligente de sua classe, ou, como todos a chamam, nerd. Por causa desse título, ela não tem a popularidade que gostaria. Só que pretende reverter essa situação realizando um de seus sonhos: ter um festa de 15 anos de cinema! Além de já conseguir ser o assunto do dia após entregar os convites (o que não deixa Jéssica, sua inimiga e menina mais mimada do colégio nada feliz), Bia espera que sua paixão platônica conhecida como Thiago vá a festa. Tudo está programado para ser perfeito. E será que Bia conseguirá uma dança com Thiago?

Antes de resenhar todos os livros que prometi no book haul, resolvi publicar primeiro a resenha de Meus 15 anos, minha leitura de praia. Claro que eu devorei o livro, tendo só 232 páginas, e fiquei o resto da praia sem nada pra ler, mas não poderia ser diferente com essa fofura criada pela Luiza Trigo. Primeiro que me identifiquei completamente com a Bia, claro, sendo uma nerd como eu. Só pra constar: na minha opinião, nerd nunca será um "título" pejorativo, e eu sinto até orgulho de fazer parte desse time de pessoas, até porque se fosse diferente eu não teria dado ao meu blog o nome Ressaca Nerd. Bom, é o primeiro livro da Luiza, minha xará, que eu leio, e não me decepcionei. Dei 4 estrelas porque não podemos ignorar o fato de que vários núcleos da história tiveram o desfecho previsível, mas ainda assim super recomendo esse livro, por ser leve e engraçado, trazendo dilemas da transformação de menina para mulher que só festas de 15 anos mostram.


E não posso deixar de falar dessa capa! Além de ter essa ilustração maravilhosa que aparece tanto no início de cada capítulo quanto na capa, feita pela Irena Freitas, tem uma das coisas que eu mais amo nas capas, que é o verniz localizado. AMO sentir a ilustração. Imaginei os personagens bem desse jeitinho, que seguem exatamente a descrição do livro. Sem falar que é um desenho super fofo, né? O tamanho da letra também está ótimo, até maior do que a maioria dos livros que leio, e sei que a maioria das pessoas gosta de saber disso por causa de problemas de visão e etc.

Bom, foi uma resenha curtinha, mas espero que tenham gostado. O livro tem um preço super bom tanto nas livrarias físicas quanto nas onlines. Mais uma obra de autora brasileira, fico feliz em dizer, já que um dos meus planos para 2015 é ler mais livros de autores nacionais. Ah, mais uma coisa super legal desse livro: o nome de cada capítulo é, na verdade, o nome de um filme! Achei isso muito top (alguém ainda usa essa expressão?) e reconheci quase todos os títulos :3


Não esqueçam de deixar um comentário falando sua opinião, de seguir o blog e de indicar para os amigos! Se quiser, pode me seguir também no instagram e no skoob que eu não vou me importar, hehe. Até mais :*

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Resenha: Para Onde Ela Foi


Título: Para Onde Ela Foi

Autora: Gayle Forman

Editora: Novo Conceito

Páginas: 240

Estrelas: 4 estrelas


ATENÇÃO!
Se você não leu o primeiro livro dessa "série", é melhor não ler a resenha do segundo livro, no caso, esse, pra não estragar a leitura de "Se Eu Ficar". E, se você não sabe nem do que se trata o primeiro livro, leia  resenha dele clicando aqui. Lembrando que eu avisei :p

"Para Onde Ela Foi" é a sequência de "Se Eu Ficar", e é como sabemos o que aconteceu depois do acidente de carro que deixou Mia Hall numa esmpécie de coma. Agora, esse segundo livro é narrado por Adam, e ele nos mostra como ficou sua vida depois que a Shooting Stars ficou famosa mundialmente, e como ele se sente em relação ao "pé na bunda" que levou. A imagem que a autora criou do Adam no primeiro livro é vamos dizer assim, destruída. Ele se tornou amargo, irritado com a vida e com o Universo, sem papas na língua e até um pouco agressivo. 

Mas ele deixa essas novas características negativas de lado durante uma noite: a noite em que reencontra Mia. Depois de ela ter terminado a relaão dos dois de forma tão "fria", ele sempre quis a chance de conversar novamente com ela para mostrar o quato ficou mal, e até a tentar fazer com que ela ficasse mal também. Mas isso muda depois de vê-la tocar num lugar chamado Carnegie Hall. Será que eles tem alguma chance? Por que ela não explica para Adam o motivo de ter terminado com ele daquela maneira? É o que o próprio Adam quer descobrir nessa noite. E ele vai tentar.

Bom, primeiramente quero falar que esse livro me destruiu principalmente no começo. Eu era meio que apaixonada pelo Adam, e quando vi como ele havia se tornado de mal com a vida e "meio" depressivo, fiquei arrasada. Dá pra perceber que ele ainda é louco pela Mia, e que estaria como antes, romântico e tímido, se ela não tivesse terminado com ele. Mas ele meio que se contém quando a encontra novamente, e o livro até melhora quando chega essa parte. Eu sempre gostei da Mia, e continuo tendo a mesma opinião sobre ela. 

"Deixar ir. Todo mundo fala sobre isso como se fosse a coisa mais fácil."
No começo da "Tour da Mia" (quem leu vai entender o que é, e quem não leu, LEIA, porque se eu explicar pode ser considerado pra alguns um spoiler), eu lembrei u pouco do livro Cidades de Papel, mesmo não tendo muito a ver, e eu gostei dessa coisa de lugares secretos em Nova York, pro passeio dos dois não ficar sem graça. Gostei de como a história se desenrolou também, porque achei que tudo se resolveria naquela noite, mas não foi assim, e acho que isso deixou o livro menos superficial. Uma das melhores coisas foi saber o que houve depois que a Mia se recuperou, como ficou a coisa da Juilliard e a carreira da Mia, e também a carreira da Shooting Stars. Outra coisa bacana foi que a Gayle Forman, autora do livro, "reviveu" personagens do primeiro livro, e estou me referindo à Brooke Vega. Foi legal o jeito que a autora inseriu a personagem novamente na história e sei lá, eu gosto disso.


Enfim, eu adorei o livro. Acho que não supera "Se Eu Ficar", é claro, mas ficou uma continuação à altura, eu gostei bastante do final, embora não tenha chorado como vi muitas pessoas fazendo, já que não sou muito de chorar, como vocês sabem. Não deixa de ser emocionante, e eu recomendo muito essa "dupla de livros", porque não sei como chamar uma série que tem dois livros :p Espero que tenham gostado da resenha tanto de "Para Onde Ela Foi" quanto de "Se Eu Ficar". Não sei se vai ter filme do segundo livro como teve do primeiro, mas se eu souber de algo, vai ter post aqui no blog sim! E eu sei que nunca cheguei a fazer o post sobre a adaptação do primeiro livro, mas se quiserem, é só deixar um comentário (deixem um comentário de qualquer jeito, inclusive c:). Beijos e até mais :*

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Concluindo Os Instrumentos Mortais

Nossa, esse post tá beeem atrasado. Quem acompanha o blog sabe que ganhei no aniversário do ano passado a série Os Instrumentos Mortais (obrigada, dindo! <3), e fui correndo ler porque estava super ansiosa. Fiz a resenha do primeiro livro, Cidade dos Ossos, e depois fiz um post só sobre os três primeiros livros. Porém, depois de ler os três últimos, procrastinei a resenha deles e já estamos em 2015, mas eu não me importo! Ainda quero falar sobre o final dessa série com vocês, hehe.



Bom, acho que Cidade dos Anjos Caídos acabou se tornando o meu queridinho da série. Se não me engano, é o mais curto dentre os 6 livros, contando com 364 páginas que passaram voando pra mim. Não é o livro com mais ação, mas eu gostei da história que a autora criou e, um aviso importante: NÃO leiam a última página, porque eu fiz essa burrada e acabei recebendo um spoiler, que estragou um pouco a emoção. Ainda assim, consegui me surpreender com o enredo e talvez seja o meu predileto por ter essa escrita mais rápida, sem enrolar como a Casandra fez um pouco com o terceiro. Nesse, ela também resolveu focar mais na história do Simon, e como eu adoro ele, achei bem legal ter mais capítulos narrados por ele e mostrando o que estava mudando na sua vida.
"Mas eles se amam. Não é isso que significa o amor? Que deve estar presente para a outra pessoa, independentemente de qualquer coisa.

Depois, temos Cidade das Almas Perdidas. Gente, meu coração ficava acelerado sempre que eu começava a ler, por medo do que ia acontecer com os personagens, já que todos estavam sempre em situações de risco (mais que o normal, vamos dizer assim). Um dos aspectos legais é que se passa em dois lugares diferentes, e eu não vou falar porquê já que quero deixar esse post sem spoilers. Mas viajar pela Europa é tão legal! Ainda mais pra mim, que sonho com uma ida pra Paris. E enquanto vemos nosso grupo de amigos dividido, cada um com seus demônios internos e externos e cada um buscando por algo, eu só conseguia torcer por eles e temer por eles também. Foi um livro sensacional, e que também devorei como fiz com a maioria dos livros de Os Instrumentos Mortais.
"Faria qualquer coisa para salvá-lo, qualquer que fosse o preço, independentemente do que pudesse dever ao Inferno ou ao Céu, não faria?"
E, finalmente, o desfecho da série, Cidade do Fogo Celestial. Gente, chorei, fiquei tensa e até consegui rir, mesmo diante de uma situação tão amedrontadora. O jeito que a senhorita Cassandra Clare resolveu toda a história foi digno de prêmios e mais prêmios. O mais incrível foi que ela conseguiu fazer com que eu sentisse pena até do vilão! Eu não lembro de nenhuma outra vez que isso tenha acontecido, até porque acho que nunca li nada parecido. A história é sensacional, e não consigo pensar em outra palavra pra descrever. O jeito como os personagens foram se desenvolvendo ao longo da série foi ótimo, e eles evoluíram ainda mais só nesse livro. Eu, como sou daquelas que adora shippar os casais, ficava rindo sozinha enquanto lia porque meu shipp estava acontecendo, por exemplo. Mas além de cenas fofas, também teve lutas e eu poderia facilmente ter tido um ataque cardíaco (sem drama! Estou bem). Além disso tudo, também somos apresentados a novos personagens, que são uma fofura e eu adorei todos. Ficava cheia de pena quando era a Emma que narrava, já que ninguém merece passar pelo que ela passou. Depois que terminei o livro, fui correndo dar uma pesquisada até descobrir que haverá novos livros só sobre esses personagens, possivelmente uma trilogia. Só sabendo disso para me acalmar porque senão eu ia ser só nervos pelo esto da vida. E, falando nisso, o que foi aquele final?! Gente, se eu pudesse falar com a Cassandra, exigiria algumas respostas! Ainda assim, estou impressionada com a criatividade dela e com o prazer que ela provavelmente sente em fazer o leitor sofrer, porque fala sério! Quem leu me entende, tenho certeza.
"Heróis nem sempre são os que vencem. Algumas vezes, são os que perdem. Mas eles continuam lutando, continuam voltando. Não desistem. É isso que faz deles heróis."
Enfim, gente, isso foi basicamente o que eu achei dos três últimos livros da série Os Instrumentos Mortais. Já devem ter percebido que eu super recomendo a série. Se você não adicionou esses livros na sua wishlist, pode adicionar que não vai s arrepender. Espero que tenham gostado do post, e por mim teria ocupado umas duas páginas só comigo falando sobre minha angústia, mas tentei deixar um post curto, como o primeiro. Até mais :*
"Livremente servimos. Porque livremente amamos. Conforme nosso arbítrio de amar ou não. É assim que nos erguemos ou caímos."

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Resenha: Terra de Histórias: O Feitiço do Desejo


Título: Terra de Histórias: O Feitiço do Desejo

Autor: Chris Colfer

Editora: Benvirá


Páginas: 384

Estrelas: 4 estrelas


"Terra de Histórias"
é o primeiro livro escrito pelo ator de Glee Chris Colfer, e é uma fantasia infantojuvenil que eu tive o prazer de ler (obrigada por me emprestar, Alycia!). Conta a história de Alex e Conner Baylei, gêmeos que estão passando por um momento delicado. Tristes na maior parte dos dias que passam, a avó dos irmãos resolve dar-lhes um presente especial no aniversário de 12 anos:
o antigo livro de histórias que o pai costumava ler para eles, quando crianças, antes de dormir. Voltando a ter sorrisos estampados no rosto de cada um, eles descobrem algo que pode deixá-los ainda mais maravilhados - ou assustados - com o presente da avó: o fato de o livro sugar Alex e Conner para dentro de seu mundo fantástico, o mundo dos Contos de Fada após o "felizes para sempre". Embora tudo seja mágico - que criança não sonha em conhecer a Cinderela ou a Chapeuzinho Vermelho? - os gêmeos não veem a hora de voltar para casa, e para isso terão que enfrentar os perigos de um mundo desconhecido e de uma Rainha Diabólica que está disposta a fazer de tudo para voltar ao mundo real antes que eles tenham chance.

"Nunca conheci uma pessoa com a qual não pudesse aprender alguma coisa - afirmou - Mesmo a pessoa mais monótona do mundo é capaz de nos surpreender. Lembrem-se sempre disso."
Nossa, galera, que livro mágico! Eu nunca tinha ouvido falar que o Chris Colfer também tinha talento para a escrita. Não olho Glee, mas sou fã dele por causa da sua imaginação na hora de escrever. Recomendo esse livro pra quem está afim de uma fantasia diferente e leve. É o primeiro livro de uma trilogia, cujo segundo livro, Terra de Histórias: O Retorno da Feiticeira foi publicado aqui no Brasil esse ano, também pela editora Benvirá, e a previsão de
lançamento para o último livro, The Land of Stories: A Grimm Warning, é 2015. Todos seguem o mesmo padrão de capa, que é originalmente americana, e eu acho as capas maravilhosas. Tem vários detalhes relacionados ao livro, como o lobo de "Os três porquinhos" e "Chapeuzinho Vermelho" ali no canto, as duas fadinhas segurando o sapato da Cinderela e etc. Gosto de capas que tem significado, ainda mais quando tem uma arte linda como essa. Sem falar que o livro que a Vovó Baylei dá para os gêmeos é chamado "Terra de Histórias" e é descrito como sendo verde com o título no topo em letras douradas *0*
"Você só acha que a sua vida está boa , quando está dentro de um livro de contos de fadas, em que tudo é possível e nada é impossível."
Eu ia dar 5 estrelas para o livro, mas pensei melhor e resolvi tirar uma. Por quê? Pensando bem, percebi que como qualquer livro ele tem defeitos, e um deles é algo que me incomoda, que é a previsibilidade. Não que seja assim o livro todo, tem várias coisas que me surpreendem como a condição atual de alguns dos personagens do contos de fadas, mas no final você resolve o mistério antes dos personagens e isso tira um pouco a graça do desfecho, já que você fica esperando que eles finalmente "concluam o óbvio". Sem falar que por ser infantojuvenil tem alguns aspectos mais bobinhos. Porém, não deixa de ser um livro maravilhoso, que já inspira na primeira frase, escrita pelo C.S. Lewis (As Crônicas de Nárnia): "Um dia, você terá idade suficiente para começar a ler contos de fadas outra vez". Não tem como não criar expectativas. Mas eu ainda recomendo ele para qualquer um que quiser relaxar com um livro diferente na mão.
"Não tinham escolha. Os irmãos Bailey estavam prestes a embarcar na mais formidável caça ao tesouro de suas vidas."
Espero que tenham gostado do post. Eu sei que não tenho cumprido com minhas promessas de post, como o de filmes na segunda-feira e um relacionado a livros ao longo da semana, mas agora vou voltar a rotina, e já estou com vários posts prontos para ir publicando ao longo de Dezembro, sem falar nas novidades que estou preparando. Aguardem, que se tudo der certo vamos começar 2015 de cara nova! Até mais :*

sábado, 29 de novembro de 2014

Resenha: Derby Girl


Título: Derby Girl (Whip It)

Autora: Shauna Cross

Editora: Galera Record


Páginas: 238


Estrelas
: 5 estrelas



O livro Derby Girl
é centrado na "história de vida" de Bliss Cavendar, uma garota de 16 anos completamente insatisfeita com
tudo que há na sua volta, e em especial a cidade em que vive, Bodeen, Texas. Pra ela a cidade de Bodeen não deveria ser um lugar onde as pessoas moram, apenas um centro de visitação ou algo do tipo, e por isso ela não aguenta mais viver ali. Para piorar, ela ainda tem diversas "provas" diárias: ter que encarar a mãe, Brooke, todos os dias e ouvir sobre sua louca obsessão com concursos de beleza, ser obrigada a aturar gente que odeia em sua escola e, pra fechar com chave de ouro, ter de ir a pior emprego do mundo pra ela: o Oink Joint. Mas Bliss nunca pensou que tudo isso mudaria com uma ida à Austin, a cidade vizinha, que fica há mais ou menos uma hora de Bodeen. Quando Brooke decide ir comprar roupas de concurso para a filha mais nova, Shania (ou Sweet Pea, como é chamada pela personagem principal), Bliss vai junto e em uma loja pega um folheto sobre uma competição de Roller Derby, um esporte radical e feminino que envolve patins, velocidade, arranhões e força. A garota não perde tempo: começa a treinar com seus patins da Barbie para entrar num time de Derby, ignorando por completo a regra que diz que apenas maiores de 18 podem participar e ainda fazendo tudo apenas com o consentimento de Pash Amini, sua melhor amiga.
"E meu lema é: quanto menos Brooke na minha vida, melhor."
Eu fui conquistada por esse livro desde as primeiras páginas, e um dos motivos é: a Bliss é MUITO irônica, o torna a escrita da autora extremamente engraçada. Eu dava cada risada lendo esse livro, que as minhas professoras devem ter ficado irritadas com minha presença na sala de aula delas. Mas eu não parei por causa disso. Realmente gostei da escrita da Shauna Cross, e me identificava com a Bliss em mais momentos do que esperava. Uma das coisas legais desse livro é as várias referências ao rock, tanto bandas quanto músicas, e eu adoro livros com referências musicais, principalmente quando são do meu gênero preferido. Na verdade, gostei do estilo da Bliss no geral, desde o cabelo azul até a camiseta de brechó do Stryper que ela usa em dias tristes para se animar.
"Gentilmente enfie sua bunda e calcinha-tamanho-band-aid de volta em seu jeans-apertado-demais, e não seremos forçadas a vomitar em você."
Eu vi muita gente criticando o livro por ter achado uma história clichê, mas eu nunca tive contato com uma história assim, relacionada a um esporte, então achei diferente e confesso que gostei da experiência. Sem falar que não é um livro que foca apenas no romance, e por mais que eu goste d uma história de amor, eu também curto livros que tem como centro da história algo diferente, e colocar Roller Derby aí foi muito legal. No começo, pode ser meio difícil de entender como funciona o esporte, mas eu não tive dificuldades, até porquê depois que comecei a ler o livro me toquei que já tinha visto o filme. Eu nem lembrava direito que tinha filme, mas depois que a Bliss começou a colocar a ideia de praticar Derby na cabeça eu lembrei. Não sabia da história porque tinha visto o filme há bastante tempo, mas agora que já li, estou doida pra ver de novo as Hurl Scouts na pista. Infelizmente, não achei o filme no Netflix e na internet não achei legendado, então ainda estou sofrendo por causa disso, mas vou superar e encontrar uma maneira.
"De repente me pergunto o que mais posso ter dentro de mim que foi reprimido por anos e anos participando de concursos de beleza."
Bom, adorei esse livro e tenho certeza que li no momento certo. Claro, se você está procurando uma história com grande lição de vida e sentido para a humanidade, eu sugiro deixar esse livro de lado por um tempo, mas se está procurando um livro mais descontraído pra deixar o tédio de domingo no fundo do armário, coloque Derby Girl no topo da lista de opções! Espero que tenham gostado da resenha e até mais :*
"Se o punk-rock fosse um esporte organizado por garotas rudes sobre patins, o resultado seria Roller Derby."

sábado, 15 de novembro de 2014

Resenha: Contos de Andersen


Hey, unicórnios! Esse post não é exatamente uma resenha, porquê o livro Contos de Andersen é um livro de contos e que todo mundo já conhece: estou fazendo isso só pra mostrar o quanto achei essa edição da biblioteca da minha escola LINDA!

Essa edição de 105 páginas escrita pela ilustradora Lisbeth Zwerger reúne os seus contos preferidos do escritor e poeta Hans Christian Andersen (1805 - 1875): O Homem da Areia; Os Saltadores; A Pequena Polegar; O Estojo de Pederneira; O Regimento da Roseira; O Menino Malvado; O Porqueiro; As Roupas Novas do Imperador; A Princesa e a Ervilha; O Rouxinol e A Menininha dos Fósforos.
 

Eu já conhecia várias dessas histórias, mas entre as desconhecidas, amei O Estojo de Pederneira, O Porqueiro e O Rouxinol. Confesso a única que eu não gostei mesmo foi O Homem da Areia, porquê achei bem sem graça. A ilustração da capa do livro e desse conto. Mas, entre todas elas, a minha preferida é A Menininha dos Fósforos: todas as vezes que eu leio essa história eu choro ou fico com vontade, porque, fala sério! Quem já leu com certeza sabe do que estou falando. É a última história do livro, e ocupa só duas páginas, mas foi nessas duas páginas que eu mais me emocionei. Bom, eu tirei fotos de várias das minhas ilustrações preferidas: a Lisbeth tem um talento nato! Quem me dera desenhar assim :/
A Pequena Polegar <3
O Estojo de Pederneira
O Regimento da Roseira (Dá pra ver que esta sendo um sacrifício segurar o livro? Não? Ops :P)
O final do conto O Porqueiro
Ilustração do conto O Rouxinol
A Menininha dos Fósforos
Sei que faz um tempinho que não posto resenha, mas se acalmem! Prometo que vou fazer uma resenha em breve :) Espero que tenham gostado do post e das fotos, já que minha câmera é uma normalzinha mesmo e eu não sou profissional. Até mais :*

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

O que eu achei sobre os três primeiros livros de Os Instrumentos Mortais!


Heey, gente! Tudo bem com vocês? Como o título do post já diz, hoje eu tô aqui pra falar sobre o que eu achei dos três primeiros livros da série Os Instrumentos Mortais, da Cassandra Clare. A série tem 6 livros, ou seja, eu já li metade dela, e como decidi não resenhar todos, apenas o primeiro, estou fazendo esse post pra vocês saberem como está indo a minha relação com essa coleção maravilhosa <3
"Meu pai acreditava em um Deus Justo. Deus volt, esse era o lema dele, "porque é a vontade de Deus" [...]."
Cidade dos Ossos, página 248
Bom, quem leu a resenha de Cidade dos Ossos que publiquei mais no início do mês sabe que eu adorei o livro e o modo como a Cassandra nos fez entrar pra esse mundo de anjos e demônios. Eu tinha medo de acabar não gostando pois estava indo ler TMI (The Mortal Instruments) com as expectativas lá em cima, e isso normalmente deixa a minha leitura pior, porque qualquer coisa errada me chateia, já que estou esperando o livro perfeito. Porém, se eu dissesse que isso aconteceu com os dois primeiros livros, estaria mentindo. Claro que fiquei irritada várias vezes, mas isso que deixa a leitura mais agradável: a mudança de sentimento que temos enquanto estamos lendo. Posso dizer seguramente que me decepcionei um pouco apenas com Cidade de Vidro. Até agora foi o que eu menos gostei da série. O livro conta com 474 páginas que poderiam ser diminuídas, pois achei o livro meio enrolado em várias partes. Foi muito legal, teve guerra, sangue e morte (hehehe), mas em muitas páginas eu me cansava, e o que mais me irritou foi a Clary. Desculpa, gente, mas de vez em quando ela ficava muito fraca ou sentimental em momentos que deveria estar sendo exatamente o contrário! Isso só mudou lá no final, e a partir daí ela melhorou um pouco e tem me deixado mais satisfeita.
"- Não quero ser homem - disse Jace - Quero ser movido à angústia adolescente, sem conseguir confrontar os próprios demônios internos e descontando tudo verbalmente nos outros."
Cidade das cinzas, página 51
O que eu mais estou gostando é de acompanhar o crescimento dos personagens, como o crescimento da Clary, que agora no quarto livro está tentando se tornar uma Caçadora de Sombras de verdade, treinando como já deveria ter feito. É legal pensar sobre como um personagem era no primeiro livro da série, e como ele mudou até o terceiro ou quarto livro. Acho que o que mais mudou (e pra melhor!) foi o Alec. Eu sei que muita gente não gosta muito dele, mas eu não faço parte desse grupo de pessoas! Eu gosto muito dos Lightwood, e o Alec tem crescido muito à medida que os livros vão passando. Isso é o mais legal numa série.
"As pessoas não nascem boas ou ruins. Talvez nasçam com tendências a um caminho ou outro, mas é a maneira como se vive a vida que importa. E as pessoas que conhecemos [...]."
Cidade de Vidro, página 266
Agora, pra finalizar, posso dizer com absoluta certeza que não sei o que esperar dos últimos livros de TMI. Muita coisa muita coisa mesmo já foi resolvida, então eu não sei o que me aguarda nas próximas aventuras de Clary, e gosto disso, porque aí a série não fica repetitiva e quem sabe a história muda completamente de rumo? Vai saber! Só estou meio triste porque, quando fui olhar quantas páginas Cidade dos Anjos Caídos tinha, acabei vendo um grande SPOILER! Não recomendo olharem a última página de Cidade dos Anjos Caídos, sério, você vai se arrepender. Então é isso, gente, espero que tenham gostado. Eu tentei ser breve, e acho que consegui, se pensar que eu falei sobre três livros. Aguardem uma reforma aqui no blog, heim! Provavelmente até novembro ele já vai estar diferente, e o nome se inclui nisso. Beijos e até mais :*

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Resenha: A Extraordinária Garota Chamada Estrela


Título: A Extraordinária Garota Chamada Estrela

Autor: Jerry Spinelli

Editora: Gutenberg

Páginas: 189

Estrelas: 5 estrelas



Gente, antes de começar a resenha eu quero falar sobre um assunto com vocês, que é o fato de eu dar 5 estrelas pra maioria dos livros que resenho aqui no blog. Eu não sou uma crítica profissional, e compartilho aqui no blog minhas leituras pra incentivar vocês a ler mais, para inspirar vocês, e não para somente ficar criticando livros por um mísero defeitinho aqui ou ali. Claro, de vez em quando eu vou dar 3 estrelas pra um livro cheio de míseros defeitos, mas nem sempre eu acho necessário, e é a minha opinião que eu posto, okay? Era isso que eu realmente queria falar. Me desculpem se vocês esperavam mais de mim.


O livro
A Extraordinária Garota Chamada Estrela é narrado por Leo Borlock, um adolescente de 16 anos estudante da Escola de Ensino Médio de Mica (EEMM), que, como consta no nome, fica na pequena cidade de Mica, no Arizona. A vida de Leo sempre foi pacata. Quando se mudou para Mica com mais ou menos 6 anos, conheceu Kevin e eles são melhores amigos até hoje, tendo até um pequeno programa de TV que gravam na escola chamado Cadeira Elétrica. Mas a vida de todos na EEMM muda após a chegada de Estrela Caraway, uma garota do primeiro ano do ensino médio diferente de qualquer um que Mica já viu.
"- Você tem horas? - perguntei.- Ninguém tem as horas - ela disse. - O tempo não pode ser possuído."
Página 95
Ninguém sabe de onde ela veio, seu nome verdadeiro... nada. Só o que sabem é que ela tem um coração maior que o mundo: entre suas proezas, estão 1) tocar ukulele e cantar "Parabéns a você" pra todos da escola, no refeitório; 2) dançar na chuva e 3) todos os dias, enfeitar sua mesa com uma toalha bonita e com um vaso de flor. No começo, as pessoas a admiram por isso e por todas as gentilezas que ela faz sem pedir nada em troca, mesmo tendo algumas dúvidas desde sempre, mas depois de um certo tempo começam a se perguntar com mais fervor se aquilo é real. Estaria ela fingindo? Tentando chamar atenção, como supôs desde o começo a líder de torcida Hillari Kimble? É aí que, após uma espécie de mal entendido, os alunos deixam de apreciar Estrela e começam a simplesmente odiá-la, enquanto Leo... bem, começa a amá-la. Mas como escolher entre ficar com a menina que ama e não ter mais ninguém, ou ter todo mundo menos ela? Em conflito, Leo percebe que a única coisa que pode salvá-la das críticas é a mesma que pode destruí-la: ser alguém comum.
"- Então - eu disse - quando o encantamento começa? [...]
- Começa com o nascimento da Terra. - [...] - Ele nunca para. Ele é sempre. Apenas é."
Página 97
Gente... esse livro é, definitivamente, um amorzinho. Acho difícil descrever ele sem usar palavras no diminutivo. É tão inspirador essa não tá no diminutivo, e tão bonitininho ao mesmo tempo! Ele não foi feito para nos fazer pensar, ou para ficar nos dando lições de moral, mas depois que eu fechei o livro, não consegui parar de refletir sobre tudo o que li por um bom tempo. Quando eu não estava fazendo nada, minha mente vagava para essas 189 páginas tão legais e bem escritas, e eu ficava pensando em como seria bacana se todo mundo tivesse uma Estrela Caraway na sua vida. Por esses e outros motivos, eu li esse livro em menos de 24 horas, sem brincadeira.
"Somos ilimitados, inominados, naturais, suspensos entre o que foi e o que será, o girino antes do sapo, a lagarta antes da borboleta. Somos, por momentos breves, nada e tudo o que poderíamos ser. E então..."
Página 110
Bom, eu sei também que estava bem atrasada com os posts aqui no blog, mas isso já passou! Vou voltar a postar com a mesma frequência de antes, e sempre avisar no Instagram do blog sobre os posts que vão ao ar. Sigam lá, sigam aqui, e deixem um comentário em tudo que eu vou ficar mais feliz! Não esqueçam de me dizer sugestões de outro nome para o blog (quero falar sobre séries, filmes, música e etc) nos comentários ou mandando um email para mim (unicornioblog@hotmail.com), e até o próximo post :*

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Resenha: Cidade dos Ossos


Título: Cidade dos Ossos

Autora: Cassanda Clare

Editora: Galera Record

Páginas: 459

Estrelas: 5 estrelas




Clary Fray,de 15 anos, é uma garota quase típica
de Manhattan que adora desenhar e mora com a mãe, uma artista talentosa e aparentemente normal. O melhor amigo de Clary, Simon, toca numa banda e conhece a protagonista desde pequeno. Mas a vida de todos muda quando Clary e Simon resolvem ir ao Pandemônio, uma balada que Clary adora, numa noite como outra qualquer. Enquanto todos dançam, Clary é a única que vê dois garotos vestidos de preto seguirem um "casal" para dentro de um depósito com facas na mão. Claro que ela tentou
mostrar a Simon, mas os caras eram simplesmente invisíveis para ele e, achando tudo muito estranho, ela segue os garotos e presencia um assassinato. Mas por que apenas ela viu tudo? Por que, de repente, ela enxerga o Mundo das Sombras, uma realidade que deveria ser invisível para simples mundanos como ela? Clary quer descobrir isso mais do que qualquer um, principalmente depois que sua própria mãe foi sequestrada por um Caçador de Sombras famoso por liderar um grupo de rebeldes culpados por dezenas de mortes em uma noite conhecida como Ascensão.
"Jace, percebeu Clary, era o tipo de pessoa que gostava quando as coisas estavam acontecendo, mesmo quando eram ruins". (Página 97)

Gente, eu não me arrependo nem um pouco de ter pedido essa coleção de aniversário! O primeiro livro é maravilhoso, e a Cassandra conseguiu criar uma realidade completamente nova, mas que não é exagerada ou infantil demais (ou "de menos"). Tem várias partes que deixaram meu coração pulando, e mesmo tratando de assuntos sobrenaturais, eu ri muito com esse livro. Os personagens são muito bons, e o Jace suspiros... Nossa. A resenha ficou curta porque é difícil não contar pontos críticos de um livro que inicia toda a história da Clary e etc, então ficou assim mesmo, mas não deixem de ler, mesmo ele sendo meio caro haha. Não vou fazer resenha de todos os 6 livros, porque, podem acreditar em mim, não vai dar certo. Mas não se preocupem, porque não vou abandonar o blog e não vou deixar de postar resenhas.
"Dura lex sed lex - disse Jace automaticamente - A Lei é dura, mas é a Lei. (Página 109)
Bom, a capa desse livro é maravilhosa, as letras são grandinhas, o que facilita a leitura, e a única coisa que percebi é que algumas edições tem o título (na lombada) maior que o normal, mas é só cuidar nas livrarias na hora de comprar. O meu não é assim, graças a Deus. Enfim, espero que tenham gostado. Deixem um comentário para fazer a blogueira aqui mais feiz e até mais :*
"Gostaria que você parasse de tentar chamar minha atenção tão desesperadamente - ele disse - estám ficando embaraçoso.
- O sarcasmo é o refúgio dos fracos - ela disse a ele." (Página 169)

domingo, 14 de setembro de 2014

Resenha: Morte de Tinta


Título: Morte de Tinta

Autora: Corn
elia Funke

Editora: Companhia das Letras (ou Seguinte)

Páginas: 574

Estrelas:
4 estrelas


ATENÇÃO! Essa resenha pode conter spoilers, então se você não leu o segundo livro, aconselho que você não continue lendo. Mas, se você não se importar, pode ler :)

Morte de Tinta é o livro que encerra a trilogia Mundo de Tinta. Depois que todos foram parar no Mundo de Tinta, a família Folchart começa a ver tudo com outros olhos: não enxergando somente as fadas e os homens de vidro, mas também os soldados do Pardal, novo rei de Ombra, e, principalmente, a ameaça que o Cabeça de Víbora se tornou. Fenoglio, que não imaginava que a família iria parar no mesmo lugar que ele, escreveu canções sobre um ladrão do tipo Robin Hood, e se inspirou em Mo. Agora, Mo resolveu assumir de uma vez por todas o papel que Fenoglio lhe designou: o papel de Gaio. Porém, embora os outros percebam levemente, Mo não vê que está esquecendo quem era no "mundo real", e isso faz com que todos que o rodeiam fiquem em perigo. Cabeça de Víbora, que está com a carne apodrecendo graças ao livro amaldiçoado de Mo, não vai descansar até reencontrar o Encadernador para que se livre da carcaça podre, e isso, consequentemente, acaba colocando Resa e Meggie em grande perigo. Todos tem sua própria luta nesse livro: Mo precisa enfrentar Cabeça de Víbora e Pífaro num duelo mortal; Resa tem que aguentar ver seu marido em diversas situações que poderiam torná-la viúva; Meggie tem que ouvir as batidas do próprio coração para fazê-lo decidir entre dois amores; Fenoglio quer, a qualquer custo, destruir Orfeu, que está de posse de Coração de Tinta e usa suas palavras para manipular o mundo no qual vive, fazendo fadas coloridas ao invés de azuis, e ficando rico com essas e outras artimanhas... Enfim, não consigo mais encontrar palavras para resumir esse livro sem dar mais spoilers, então vou parar por aqui mesmo.
"[...] Porém, ele foi ainda mais burro que você. Acreditou que poderia me prender com palavras, a mim, que rejo o país onde não há palavras e de onde todas as palavras vêm. [...]"
Bom, eu amei essa trilogia. Dei 4 estrelas para Morte de Tinta porque achei que a autora enrolou um pouco em algumas partes, mas não foi uma leitura cansativa mesmo com esse fato. Talvez seja algo meu mesmo, não sei. Fico feliz de ter visto esse filme há tanto tempo atrás, porque se não fosse ele jamais teria descoberto a existência dos livros e nunca teria lido. A história é tão criativa, diferente de qualquer outra história de "conto de fadas"... É simplesmente incrível! A diagramação, igual aos outros dois livros, não deixou a desejar, trazendo também os maravilhosos desenhos de final de capítulo, sem falar em um novo mapa que aparece no começo! Tirei foto só do desenho que mais gostei: um unicórnio!

"A ela não restara nada além de lembranças. E isso talvez fosse às vezes pior do que nada."
Não tenho mais o que dizer, gente. Fico feliz de ter riscado mais um item da minha imensa lista, e de ter o prazer de colocar esses livros na minha estante! E, falando em estante, ontem meu pai colocou uma nova na verdade, não é uma estante, e sim uma prateleira, mas estante é mais bonito:


Gostaram? Espero que sim! Até mais :*

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Resenha: Se Eu Ficar


Título: Se Eu Ficar

Autora: Gayle Forman

Editora: Novo Conceito

Páginas: 224

Estrelas: 5 estrelas




O livro Se Eu Ficar é narrado em primeira pessoa por Mia, uma jovem de dezessete anos que mora em Oregon, Estados Unidos, com seus pais e o irmão mais novo, Teddy. Mia sempre foi uma excelente filha, que começou a aprender violoncelo por volta dos nove anos e nunca mais parou: o instrumento é como uma extensão de seu corpo, e ela o ama tanto quanto seu namorado, Adam. Adam e Mia se conheceram no Ensino Médio, e o que os uniu foi uma paixão mútua: a música. Embora ela prefira musica clássica e ele, rock, isso não foi um empecilho.
Dá para perceber que a vida de Mia é praticamente perfeita, mas aí tudo muda. Numa manhã de neve, as aulas são canceladas, e os pais de Mia resolvem levar ela e o irmão para passear. E então o acidente. Foi muito rápido, ocorreu durante a Sonata n° 3 de Beethoven, e é disso que Mia se lembra quando acorda numa vala perto da estrada. Seu corpo está intacto, sem sangue, sem nada. Porém, quando levanta para procurar seus pais e o irmão, ela vê que seu corpo ainda está deitado no chão. Ela é um fantasma? Não. Ainda está viva. Nas próximas 24 horas, Mia tem que descobrir o que aconteceu com sua família, o que houve antes e depois do acidente e encontrar uma maneira de finalmente voltar para se corpo e acordar. Ou morrer.
"É ela quem controla o show. Talvez ela esteja só esperando a hora certa."                                                                                              Página 70

Socorro. Esse livro, sem dúvida, conseguiu me "marcar" de uma forma impressionante. Primeiramente, eu estou a-p-a-i-x-o-n-a-d-a pela escrita da Gayle Forman. Ela escreve muito bem, e sabe como desenvolver o enredo, não nos deixa enjoar do livro, tanto que eu li em um dia e algumas horas! Ele já é meio fino, e a história é tão diferente e tocante que eu li ele num piscar de olhos. Achei a Mia uma personagem muito boa, simples, e adorei a dedicação dela em relação à música. Sabe que fiquei com vontade de aprender um instrumento? Sem falar no Adam, que é um fofo suspiros! Todos os personagens tem um pouco da sua história contada no livro, a autora desenvolveu cada um deles muito bem. E é bom o fato de que não fica só tratando a decisão que a  Mia vai tomar, mas é bem dividido: uma hora fala de como está indo no hospital, sobre o que ela está pensando em fazer, e na outra a autora revela "flashbacks" da vida da Mia antes do acidente, fragmentos da sua história que te ajuda a conhecer os personagens envolvidos na trama. Não fica só na mesma, e é por isso que não enjoa e não entra pra categoria "auto-ajuda".


Gente, como sempre a Editora Novo Conceito foi brilhante com a diagramação do livro. Vejam só aí na foto! Todas as páginas tem essas notas musicais impressas em cinza claro: maravilhoso! Tem absolutamente tudo a ver com o livro. Inclusive, o livro conta com uma extensa "playlist": a autora cita Ramones, Alice Cooper, Yo-Yo Ma... o que mais tem é referências à música clássica, que supera as referências ao rock: a família de Mia tem coação roqueiro desde sempre. Isso também é muito legal, e pretendo pesquisar todas as músicas citadas no livro para explorar mais o mundo musical. E mais: no final, tem entrevista exclusiva com Chloe Grace Moretz, que interpreta a Mia no filme, e com Jamie Blackey, o Adam. O filme estreia dia 4 de setembro aqui no Brasil!
"Finja até que as coisas deem certo."
                                                           Página 80
Uma coisa importante: pode ser um drama, pode te fazer chorar, mas não pense em nenhum momento que é pesado, apelativo e coisas do gênero. É tão pesado que li em um dia, viu? Por mais que trate essa droga coisa da perda, da morte e etc, você não acha um livro deprimente e não fica pra baixo com ele, pois a autora sabe como dar uma levantada no clima nas horas mais tristes. Enfim, é sensacional. Perceberam como só tenho lido livros 5 estrelas ultimamente?
"Às vezes você faz escolhas na vida e outras, elas vem até você."
                                                                                                         Página 159
Era isso. Estou bem feliz de ter lido Se Eu Ficar antes do filme, e estava louca por ele, tanto que fiz um post na categoria "Um livro que eu quero ler". Esse não é um livro único, e a continuação, Para onde ela foi, será lançada em setembro desse ano e vai ser narrada pelo ponto de vista do Adam, três anos depois de tudo o que houve. Até mais :*